quarta-feira, 18 de abril de 2012

O SOPA se foi mas vem ai o CISPA... Leia na integra.

A Casa Branca se manifestou insatisfeita com o novo projeto lei de controle e segurança da web, o Cispa, ou Ato de Proteção e Compartilhamento de Inteligência Virtual (Cyber Intelligence Sharing and Protection Act, no original em inglês). Sem citar o nome da proposta, a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Caitlin Hayden, afirmou na noite de terça-feira que qualquer legislação de segurança virtual deveria conter fortes proteções à privacidade dos cidadãos. A opinião se alinha a de órgãos de defesa de liberdade expressão e online, que lançaram no início da semana uma campanha contra o Cispa. O projeto deve ser apreciado na quarta-feira da semana que vem, dia 23, pelo congresso dos Estados Unidos. Opositores como a Fundação Fronteira Eletrônica (EFF) e o Centro pela Democracia e Tecnologia (CDT), entre outros, acusam a proposta de ser um "novo Sopa", em referência ao projeto de lei antipirataria retirado da pauta no início do ano. Mas o Cispa também tem apoiadores de peso, entre os quais empresas como Facebook e Microsoft. A maior rede social do mundo manifestou ser a favor do Cispa na sexta-feira, através de um post na página oficial, assinado pelo vice-presidente de Políticas de Privacidade, Joel Kaplan. O texto argumenta que a nova lei vai permitir o intercâmbio mais rápido entre empresas privadas e órgãos do governo de informações sobre ameaças virtuais, o que possibilitaria, na visão do Facebook, uma ação mais rápida para proteger as redes e os dados de seus usuários. Este é exatamente o mote com que o Cispa está sendo apresentado: permitir a proteção contra ataques a redes e serviços, garantindo mais segurança online. Mas os opositores do projeto continuam vendo nele algumas das ameaças que encontravam no Sopa (Stop Online Piracy Act) e no Pipa (Protect Intellecutal Property Act). A primeira diferença entre estes últimos projetos - hoje já sem força no congresso americano - e o que será apreciado na próxima semana seria o conceito. Enquanto Sopa e Pipa eram voltados à proteção de direitos autorais, o Cispa tem a alegada intenção de garantir a segurança dos usuários da web. Mas, para a EFF e as outras organizações que se opõem ao projeto, a entrega "indiscriminada" de informações de usuários considerados "ameças" a órgãos do governo significa uma ofensa aos direitos dos cidadãos. "Somos enormes apoiadores da segurança das redes - mas sabemos que sacrificar as liberdades civis dos internautas é uma troca desnecessária e indesejada", afirma a fundação no post de lançamento da campanha - intitulada "Pare com a espionagem virtual" (Stop ciber spying, no original em inglês). O site da campanha destaca o trecho da lei que diz que as informações dos suspeitos de ameaças poderiam ser compartilhadas "independente de outras provisões legais". Outra crítica da EFF é que o projeto de lei permitira que o compartilhamento de dados dos usuários acontecesse sem que a pessoa "alvo" soubesse que está sendo, de alguma forma, considerada uma ameaça. Porque Facebook e outras empresas apoiam o Cispa Diferente do Sopa, com o Cispa a responsabilidade de regulação das atividades online deixa de ser das companhias privadas, como o Facebook, e passa a ser de um órgão do governo. Com o Sopa, eram as empresas que deviam rastrear os usuários e garantir que nenhuma ação desrespeitasse direitos autorais - por isso a preocupação de que sites como a rede social fossem deixar de existir, já que poderiam, por exemplo, ser tirados do ar por causa do post de um usuário. Com o Cispa, é o governo quem vai identificar quem representa uma ameaça e pedir dados sobre o indivíduo às companhias. Se um usuário postar no Facebook que pretende explodir uma bomba em algum lugar, o governo pode pedir informações sobre a pessoa e evitar o ataque, dizem os defensores do projeto. Além disso, o Cispa daria a sites como o Facebook um endereço para onde enviar - voluntariamente - informações sensíveis, para que alguém tome uma atitude sobre elas. As autoridades, por outro lado, não poderiam obrigar uma companhia a ceder informações caso ela se recusasse a fazê-lo de bom grado. O Facebook, em seu texto de, ressalta que seu interesse maior é em receber as informações sobre ameaças que o órgão do governo vai enviar. Na rede social, o texto de Kaplan afirma que quanto mais dados sobre ataques forem compartilhados entre as empresas, e quanto mais rápido isso acontecer, melhor será a proteção que as companhias podem oferecer a seus usuários e aos dados que eles confiam a elas. Além do Facebook, outras 28 empresas de tecnologia - entre elas Intel, IBM, Oracle, Symantec e Verizon - e organizações do setor já manifestaram apoio ao projeto, que também tem o "pré-voto" de 106 representantes do congresso americano. Este última contagem evidencia que o Cispa tem mais força do que Sopa e Pipa tiveram a seu tempo. Some-se a isso o fato de que os proponentes do projeto, os senadores Mike Rogers, republicano, e Dutch Ruppersberger, democrata, simbolizam uma proposta bipartidária - o que, em tese, garante ainda mais força na casa legislativa. Porque organizações como a EFF criticam o Cispa O maior problema da proposta seria a redação vaga, com definições amplas e que abre brechas a interpretações. Os pontos levantados por EFF e CDT, por exemplo, destacam que o projeto de lei não especifica quais "agências do governo" poderiam receber as informações, o que significa que órgãos de defesa como o exército poderiam estar entre elas, o que não agrada aos opositores do Cispa. A EFF cita como exemplo de conceituação vaga o trecho da lei que trata de "inteligência contra ameaças virtuais" e de "pressupostos de segurança virtual", definidos como "roubo ou apropriação indevida de informações privadas ou estatais, propriedade intelectual ou informações pessoais sensíveis". "Sim, propriedade intelectual", diz a nota da EFF, "é um pequeno pedaço do Sopa embrulhado em um projeto de lei supostamente criado para facilitar a detecção e a defesa contra ameaças à cibersegurança". A fundação exemplifica que, em situação extrema, um provedor de internet poderia bloquear o acesso de um usuário ao The Pirate Bay sob a alegação de que o site fornece conteúdo classificado como "ameaça à cibersegurança" pela redação do texto. Sobre a redação da lei, o Facebook, por exemplo, argumenta que está em contato com os congressistas para, nessa fase de emendas em que o projeto se encontra antes da apreciação da semana que vem (veja alterações aqui, em inglês), "abordar questões e preocupações legítimas sobre como a informação (do usuário) pode ser compartilhada com o governo de acordo com o projeto". Esse ponto também é alvo de críticas dos opositores do Cispa, que argumentam que a proposta forneceria uma forma "muito fácil" ao governo de acessar dados pessoais sem necessidade de um mandato, por exemplo, o que violaria a Quarta Emenda da constituição americana - que protege o cidadão contra revistas e apreensões sem motivos concretos. Na segunda-feira, empresas como Apple, Intel e Microsoft, representadas pela Aliança das Empresas de Software (BSA), reuniram-se com representantes do CDT para tentar encontrar termos comuns em relação ao projeto. O centro não se manifestou ainda sobre e o assunto, mas a BSA publicou uma nota em que afirma concordar que o texto do Cispa "poderia ser lapidado", e que ele precisa de "limitações mais claras sobre como as informações sobre ameaças serão usadas e manuseadas pelo governo". O que os proponentes do Cispa dizem sobre o projeto O órgão de inteligência virtual americano divulgou, na semana passada, um texto que destaca os "pontos-chave" do Cispa. O primeiro destaque é que o projeto "ajuda o setor privado a se defender de ataques de países como a China ao permitir que o governo entregue informações cruciais para que (empresas) protejam suas redes e a privacidade de seus usuários". O Cispa também deveria "manter as mãos do governo federal (sic) longe da internet, e não permitir que o governo interrompa o acesso a sites particulares, ou censure ou obrigue a companhias privadas que removam conteúdos". Além disso, "protege a privacidade dos americanos ao proibir que Washington force companhias privadas a entregar informações, enquanto encoraja as empresas a 'anonimizar' os dados voluntariamente compartilhados".

Com informações de ReadWriteWeb, Mashable, LifeHacker e Huffington Post.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Rapdishare é a bola da vez?



Quando o serviço foi fechado pelo FBI, os adeptos dos sites de compartilhamento de arquivos já procuram novas alternativas e uma das primeiras opções é o RapidShare. O site é considerado o segundo maior do gênero no mundo.

Em entrevista ao site Ars Technica, o porta-voz da companhia, David Raimer, afirma que a empresa não está preocupada com os desdobramentos do caso Megaupload e afirma que este é um incidente isolado. Além disso, Raimer ressaltou que o RapidShare está preparado para suprir um possível aumento de demanda.

Em um comunicado oficial, a CEO da empresa, Alexandra Zwingli, enumerou diversas razões que tornam o serviço diferenciado do Megaupload. “O RapidShare AG foi fundado na Suíça, sempre foi localizado no endereço fornecido e sempre executou os seus trabalhos sob nomes reais, diferente do que acontecia com o Megaupload, que tinha intermediários e empresas anônimas”, explica.

A CEO ressaltou ainda que o serviço é tão legítimo quanto o YouTube, com serviços comparáveis ao Dropbox, e não oferece um sistema de recompensas para uploaders como o seu concorrente fazia. O porta-voz da companhia acrescenta que o ataque ao Megaupload não foi motivado pelo compartilhamento de arquivos ilegais, mas sim por ações criminosas de funcionários da empresa.

“Até onde sabemos, as alegações para o fechamento do Megaupload são baseadas no fato de eles terem feito vistas grossas para a pirataria e, em alguns momentos, terem dado suporte financeiro e técnico para que ela ocorra”, comenta. “Se esse foi o caso, então a lei deve ser aplicada de maneira rígida”, finaliza Raimer.

Fonte:Gamevicio

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

SOPA Is Dead: Smith Pulls Bill


Lamar Smith, o patrocinador principal da SOPA, disse na sexta-feira que ele está puxando o projeto de lei "até que"haja mais amplo acordo sobre uma solução.
"Eu ouvi da crítica e eu levo a sério suas preocupações relativas a legislação proposta para resolver o problema da pirataria on-line," Smith (R-Texas) disse à Reuters. "É claro que precisamos revisitar a abordagem sobre como melhor para resolver o problema dos ladrões estrangeiros que roubar e vender produtos e invenções americanas".

Smith também lançou a seguinte declaração na sexta-feira: "Precisamos revisitar a abordagem sobre a melhor forma de resolver o problema dos ladrões estrangeiros que roubar e vender americanas invenções e produtos".O problema da pirataria on-line é grande demais para ignorar. Propriedade intelectual americana indústrias fornecem trabalhos high-paying 19 milhões e representam mais de 60% das exportações do U.S.. O roubo de propriedade intelectual da América custa a economia dos Estados Unidos, mais de US $100 bilhões anualmente e resulta na perda de milhares de empregos americanos. Congresso não pode ficar e não fazer nada enquanto americanas inovadores e criadores de trabalho estão sob ataque".

"O roubo de propriedade intelectual americana on-line não é diferente de furto de produtos numa loja. É ilegal e a lei deve ser aplicada tanto na loja on-line.

"A Comissão continuará trabalho com proprietários de direitos autorais, empresas de Internet, as instituições financeiras para desenvolver propostas que luta contra a pirataria online e proteger a propriedade intelectual da América. Congratulamo-nos com entrada de todas as organizações e indivíduos que têm uma honesta diferença de opinião sobre como melhor para resolver este problema generalizado. A Comissão continua empenhada em encontrar uma solução para o problema da pirataria on-line que protege a inovação e propriedade intelectual americana."
O movimento vem após protesto generalizado na Internet, na quarta-feira pela Wikipédia, Reddit e outros. Os sites sinalizou seu descontentamento com o projeto de lei indo escuro. Naquele dia, vários congressistas deixou cair seu apoio a SOPA e o seu homólogo do Senado, PIPA. O último projeto de lei também foi retirado da tabela para agora.

"À luz dos recentes acontecimentos, eu decidiram adiar a votação de terça-feira sobre o ato de IP proteger," disse o líder da maioria no Senado, Harry Reid (D-Nev.) em uma instrução de sexta-feira de manhã.

Postura de Smith vem apenas dois dias depois ele disse The Wall Street Journal que ele não pretende recuar na SOPA, dizendo o jornal que ele esperava para "Avançar" com o projeto de lei em fevereiro.

mais sobre SOPA e PIPA...



Nesta quarta-feira, 18, a Wikipedia em inglês ficou fora do ar por vontade própria. A Wikipedia é a maior e mais lida enciclopédia online do mundo. Está entre as 10 maiores audiências da internet dos EUA. Endereço preferencial de nove em cada dez estudantes ao fazer pesquisa para a lição de casa.
Entenda a polêmica do Sopa

Sopa é a sigla para Stop Online Piracy Act (lei para impedir a pirataria online)
O projeto de lei está no Congresso dos EUA e visa impedir a pirataria na internet
São a favor produtores de conteúdo como Disney, EMI, Sony Music Entertainment , Time Warner e Universal Music
São contra a lei empresas de internet, como Wikipedia, Google, Facebook, Twitter, eBay, Yahoo e Mozilla
Aqueles que são contra dizem que a lei permitirá fechar um site inteiro, caso ele seja acusado de pirataria, sem a necessidade de julgamento ou audiência judicial. Isso mesmo que um usuário, e não o próprio site, publique conteúdo pirata. Ou seja: o site será responsável na Justiça por tudo o que divulga (mesmo que o conteúdo seja postado pelo internauta)
Em seu protesto, a Wikipedia diz que a lei afetará a liberdade da internet em todo o mundo, não só nos EUA. Isso porque os donos de sites terão de controlar o material (mesmo aquele postado por internautas), sob o risco de serem fechados
No caso da Wikipedia, por exemplo, seria necessário monitorar todos os sites linkados na enciclopédia, caso a lei seja aprovada. Se um desses sites tiver conteúdo considerado inapropriado (pirata), o site todo poderia ser fechado
O Google usa o lema “Acabe com a pirataria, não com a liberdade”. A empresa compara os projetos aos métodos de censura da China e afirma que, entre outras coisas, teria de deletar sites de seus resultados de busca

Além da Wikipedia, outros sites como o Google também protestam e aderem publicamente de forma mais ”light” ao chamado “blackout” na internet, embora estejam investindo fortunas com advogados e lobistas e não tenham abdicado de continuar a faturar durante o “blackout”.

O protesto se dá contra dois projetos de lei que tramitam um na Câmara e outro no Senado nos EUA, que deveriam ser votados na semana que vem, quando o Congresso voltar do recesso.

Os projetos são conhecidos como Pipa (Protect Intellectual Property Act) e Sopa (Stop Online Piracy Act). Ambos visam combater a pirataria online, isto é, o uso não autorizado de conteúdo protegido por copyright.

O principal alvo são os sites de pirataria estrangeiros, que estão fora do alcance da jurisdição americana. Mas a estratégia para combater a pirataria é dar aos juízes poder de mandar tirar sites inteiros do ar e impedir empresas financeiras e de publicidade de continuar a fazer transações comerciais com esses sites caso algum conteúdo não autorizado seja encontrado ali.

Isto valeria para qualquer publicação que qualquer pessoa faça em qualquer site. Ou seja, se uma só pessoa postar algo não autorizado no YouTube, por exemplo, um juiz poderia decidir tirar todo o YouTube do ar imediatamente. Simples assim.

De um lado dessa guerra de titãs estão as empresas de internet, e do outro lado estão as empresas de entretenimento e de mídia, como os estúdios de Hollywood, as gravadoras e os conglomerados como a News Corporation de Rupert Murdoch, dona do “Wall Street Journal”. A velha mídia tem um lobby poderoso junto ao Congresso, enquanto a nova mídia é neófita em política, mas sabe mobilizar o público online como ninguém.

Para complicar, o público na internet já está bastante acostumado a ter acesso grátis a produtos pelos quais antes geralmente pagava, como discos, filmes e jornais. Isto faz com que o lado pró Pipa, Sopa e projetos de lei semelhantes pareçam antipáticos ou mesmo terríveis aos olhos dos internautas em geral.

A indústria da internet conseguiu transformar o que poderia ser uma mera disputa comercial em algo como um embate pela liberdade de expressão. Ponto para ela.

Muito sites não medem esforços para convencer a opinião pública a pressionar os congressistas. No sábado passado, o governo federal anunciou que também se opõe a partes importantes desses dois projetos de lei. Mas as empresas de internet e o público pró-tudo-grátis não podem cantar vitória ainda.

Murdoch não vacilou em acusar o presidente dos EUA, Barack Obama, de “capitular ante a indústria de tecnologia” usando uma das armas dessa mesma indústria: o Twitter.

A Motion Picture Association of America, que representa os estúdios de Hollywood, foi mais polida: escreveu no Twitter que a Casa Branca estaria fazendo um papel construtivo em melhorar os projetos Sopa e Pipa.

Vários gigantes da internet, como AOL, eBay, Facebook, LinkedIn, Google, Yahoo!, Zynga, Twitter e Mozilla, estão agora unidos em torno de um novo projeto, o Open, que vem a ser o Online Protection and Enforcement of Digital Trade Act.

F B I fecha o hospedor Megaupload e anonymous revida.

Depois de serem indiciados por pirataria os responsáveis pelo Megaupload.com foram presos e o o site tirado do ar. O grupo de hackers Anonymous revidou atacando os sites de várias entidades como a MPAA, RIAA, Universal e até o departamento de justiça americano, derrubando todos! Pelo visto o que teremos nos próximos dias será uma verdadeira guerra cybervirtual e não é pra menos, o Megaupload já chegou a ser o 13º site mais acessado do mundo e era um dos serviços mais usados para compartilhamento de arquivos.

Ainda não se sabe se tudo isso já faz parte do efeito SOPA / PIPA, mas se a coisa já tá assim imaginem se essa lei passar. O.o

no noticia extraida do site: http://www.sedentario.org/noticias/fbi-fecha-o-megaupload-e-prende-os-responsaveis-anonymous-revida-50819?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+sedentario+%28Sedent%C3%A1rio+e+Hiperativo%29

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

SOPA e PIPA, ditadura jamais...

Wikipédia volta ao ar após protesto contra leis antipirataria nos EUA

Empresas de internet repudiam propostas conhecidas como SOPA e PIPA.
Alguns parlamentares decidiram retirar o apoio a essas propostas.

A versão em inglês da Wikipédia, enciclopédia colaborativa on-line, voltou ao ar às 3h (horário de Brasília, meia-noite no horário de Washington, nos Estados Unidos) desta quinta-feira (19), após interromper o serviço por 24 horas em protesto contra projetos de lei antipirataria que estão em discussão no Congresso norte-americano.

O protesto reuniu nesta quarta-feira (18) centenas de sites no mundo todo contra os projetos. Alguns parlamentares decidiram retirar o apoio a essas propostas. Elas são conhecidas pelas siglas SOPA e PIPA. Logo após voltar ao ar, a Wikipédia exibiu um comunicado na página inicial agradecendo aos internautas: "Obrigado por proteger Wikipedia. (Nós não terminamos ainda.)".

Entenda os projetos de lei
O Stop Online Piracy Act (SOPA) é um projeto de lei com regras mais rígidas contra a pirataria digital nos EUA. Ele prevê o bloqueio no país, por meio de sites de busca, por exemplo, a determinado site acusado de infringir direitos autorais. O foco está principalmente em sites estrangeiros, contra os quais as empresas americanas pouco podem agir. No Senado, circula o Protect IP Act, conhecido como PIPA (ato para proteção do IP), outro projeto sobre direitos autorais que mira a internet.

Ambos são apoiados por empresas de entretenimento, constantes alvos de pirataria, mas são questionados por companhias de internet, como Google, Facebook, Amazon e Twitter, que interpretam as medidas como um tipo de censura aos sites e à liberdade de expressão. O SOPA ainda está sendo avaliado por comissão na Câmara; a PIPA deve ir à votação no Senado ainda neste mês.

O site do jornal "Los Angeles Times" publicou que, após os protestos, um senador retirou apoio ao PIPA nesta quarta. A agência Reuters relatou outras duas desistências no Senado -uma delas anunciada pela página do parlamentar no Facebook. Na Câmara, 2 deputados voltaram atrás ainda na terça (17).

Wikipédia fora por 24 h
Na internet, a principal ação veio da Wikipédia, enciclopédia on-line colaborativa, cuja versão em inglês ficou fora do ar durante todo o dia. Versões em outras línguas não foram afetadas. Outros "gigantes" que são contra as propostas, como o Google e o Facebook, não foram tão radicais, mas participaram dos atos com mensagens. Não há números oficiais de quantos sites aderiram.

Na página principal da Wikipédia em inglês foi exibida a seguinte mensagem: "Por mais de uma década, nós gastamos milhões de horas construindo a maior enciclopédia da história humana. Agora, o Congresso dos EUA está considerando uma legislação que poderia prejudicar a internet livre e aberta. Por 24 horas, para aumentar a conscientização, estamos tirando a Wikipedia do ar".

Mensagens de Google e Facebook
O Google em inglês não ficou fora do ar, mas também publicou uma mensagem em sua página inicial, convidando cidadãos americanos a participarem de um abaixo-assinado contra as propostas. "Diga ao Congresso que não censure a internet", afirmava o texto na capa do site de buscas. Temporariamente, o site chegou a exibir uma tarja preta sobre o logotipo.

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, também postou na rede social sobre os projetos: "A internet é a ferramenta mais poderosa que temos para criar um mundo mais aberto e conectado. Não podemos deixar que as leis pouco pensadas fiquem no caminho do desenvolvimento da internet. Facebook se opõe ao SOPA e ao PIPA e continuaremos a nos opor a todas as leis que irão prejudicar a internet."

Quem mais protestou
O site de classificados Craigslist também publicou uma mensagem contra os projetos de lei. Quem tentou acessar o serviço de classificados on-line entrou em uma página que falava da lei e pedia que o usuário se manifestasse contra ela. O acesso ao site, contudo, continuava normalmente após alguns segundos.

O mesmo ocorreu com a página do Mozilla Firefox; o usuário encontrou uma página preta com dizeres contra o SOPA e o PIPA, mas conseguia fazer o download do navegador.

O site de criação e hospedagem de blogs WordPress também se uniu aos outros sites, publicando uma grande mensagem ao entrar em sua página principal e pedindo que os usuários preencham um abaixo assinado. É necessário descer a página até o final para conseguir acessar um link que pemite acessar o conteúdo do WordPress.

O Twitpic, que permite o compartilhamento de fotos no microblog Twitter, dedicou uma página para explicar os dois projetos de lei, também pedindo que internautas se manifestem contra eles.
O Twitter, embora apoie as manifestações contra a Sopa e a Pipa, não interrompeu o serviço. "É muita irresponsabilidade nossa parar um serviço global por conta de uma lei nacional", disse o CEO do microblog, Dick Costolo, na terça-feira (17).

No Brasil
Sites brasileiros como os do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) também exibiram mensagens em protesto contra os projetos de lei. No Twitter, o cantor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil escreveu: "Acho muito bom que nos juntemos contra os projetos do Congresso americano que, caso aprovados, podem significar um caminho sem volta para um fechamento da Internet".